Postado em 11/10/2018

Fratura por estresse: conheça a causa, os sintomas e o tratamento

As fraturas por estresse representam aproximadamente 10% de todas as fraturas esportivas. Essas pequenas fraturas são fissuras nos ossos em decorrência de sobrecarga e exercícios repetitivos de grande intensidade. As pequenas fraturas se iniciam na parte interna dos ossos e, se não tratadas, podem progredir para uma fratura completa, causando modificações anatômicas (visíveis aos raios X).

Esse tipo de fratura é mais comum nos ossos que sustentam o corpo, ou seja, das pernas e dos pés. Entre os praticantes de corrida, a incidência desse tipo de lesão pode chegar a até 30% das decorrentes da prática esportiva. Quando a musculatura está fatigada, seu nível de absorção do impacto diminui e, por consequência, os ossos passam a sofrer todo o impacto. Alguns fatores como a superfície em que se pratica o esporte, o calçado utilizado e o aumento repentino na intensidade e na frequência das atividades físicas também podem contribuir para esse tipo de lesão.

Geralmente, a intensidade dos sintomas é leve e estes começam a se manifestar durante a prática da atividade física. Quando se está em repouso, as dores diminuem e, em alguns casos, percebe-se inchaços em torno da área dolorida. O ideal é consultar um médico se as dores persistirem mesmo quando estiver repouso ou se tornarem muito intensas. Para que a lesão seja identificada, é importante relatar todo seu histórico de atividades para o médico. Exames de imagem como a densitometria óssea e a ressonância magnética podem auxiliar no diagnóstico precoce da lesão. Em casos mais graves, em que a lesão já evoluiu, é possível diagnosticá-la apenas através de raios X.

Em alguns casos, embora seja incomum, é necessário realizar uma cirurgia para garantir que a lesão seja curada. Na maioria das vezes, o repouso e o uso de medicamentos anti-inflamatórios conforme a orientação médica são suficientes para tratar as fraturas por estresse. É essencial evitar impactos e é recomendável praticar atividades aquáticas para fortalecimento e alongamento, com o objetivo de manter as condições física e cardiorrespiratória. Uma alternativa a se estudar é a troca de esporte ou atividade física. Opções como natação e ciclismo são boas alternativas com baixo impacto, no entanto, recomenda-se sempre consultar o médico para que a escolha da atividade física ocorra de maneira cautelosa e adequada.

 

 

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