A asma é uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias. Caracteriza-se pelo congestionamento dos brônquios, o que provoca obstrução do fluxo de ar e causa as dificuldades na respiração (dispneia). A asma afeta a sensibilidade das terminações nervosas das vias aéreas, as quais se tornam facilmente irritáveis.
Essa inflamação pode ser provocada por diversos fatores como infecções virais, exercício físico ou a exposição a diferentes substâncias alérgicas, e manifesta-se com sintomas como catarro, tosse, falta de ar e sensação de opressão no tórax, cuja gravidade e frequência variam individualmente.

Suspeita-se de asma quando há histórico clínico de um dos seguintes sinais ou sintomas: tosse predominantemente noturna, catarro frequente, dificuldade respiratória recorrente e sensação de aperto torácico. Eczema, rinite alérgica, histórico familiar de asma ou de doença atópica estão frequentemente associados à asma.

Embora, em geral, tenha início na infância, a asma pode se manifestar em qualquer idade. A asma infantil pode continuar na adolescência e na idade adulta, mas algumas pessoas a desenvolvem apenas na fase adulta.

Na asma desencadeada por um fator externo, as vias aéreas sofrem irritação e começam a se estreitar, dificultando assim a passagem do ar. Ocorre inflamação nas paredes internas das vias aéreas e, geralmente, há a produção de muco. Com um controle adequado dos sintomas e medidas preventivas, qualquer pessoa com asma pode levar uma vida totalmente normal.

  • Exercício físico
  • Animais com pelo
  • Penas dos pássaros
  • Ácaros do pó doméstico existentes principalmente em colchões, almofadas e carpetes
  • Fumo
  • Pólen de árvores, flores ou arbustos
  • Alterações bruscas e severas da temperatura do ar
  • Riso ou choro muito intenso
  • Produtos químicos inaláveis
  • Fármacos, principalmente ácido acetilsalicílico e beta-bloqueadores.

É importante saber reconhecer o que lhe causa os sintomas e as crises. Assim você poderá minimizar o desencadeamento de novas crises.

Fontes
  1. WEB MD [acessado em junho de 2011]
  2. American Asthma Foundation [acessado em junho de 2011]
  3. Ashtma and Allergy Foundation of America [acessado em junho de 2011]
  4. Gupta K. B., Verma, M. (2007). Nutrition and Ashtma. Lung India 24:105-114.
Referências
  1. Jeong DW, Yoo NM, Kim TS, Kim JH, Kim IY. Protection of mice from allergen-induced asthma by selenite: prevention of eosinophil infi ltration by inhibition of NF-kappa B activation. J Biol Chem 2002; 277: 17871-6.
  2. Rowe BH, Bretzlaff JA, Bourdon C, Bota GW, Camargo CAJ. Magnesium sulfate for treating exacerbations of acute asthma in the emergency department (Cochrane Review). In: The Cochrane Library, Issue l. 2004. Chichester, UK: John Wiley & Sons, Ltd.

As alergias surgem, muitas vezes, associadas à asma. Oitenta por cento das pessoas com asma têm alergias a fatores ambientais como pólen, bolores, pó e ácaros. Existem também alergias a alimentos, os quais podem causar asma e reações adversas severas, que podem pôr em risco a própria vida. Embora seus defeitos não sejam comuns, e afetam apenas cerca de dois por cento das pessoas com asma, os alimentos que geralmente podem causar alergias são: leite, ovos, marisco ou amendoins.

Os conservantes presentes em algumas comidas também podem desencadear ataques de asma em pessoas mais sensíveis a essas substâncias. Alguns dos alimentos mais comuns nesta categoria são: os frutos secos, o vinho, a cerveja e o camarão.

Fontes
  1. WEB MD [acessado em junho de 2011]
  2. American Asthma Foundation [acessado em junho de 2011]
  3. Ashtma and Allergy Foundation of America [acessado em junho de 2011]
  4. Gupta K. B., Verma, M. (2007). Nutrition and Ashtma. Lung India 24:105-114.
Referências
  1. Jeong DW, Yoo NM, Kim TS, Kim JH, Kim IY. Protection of mice from allergen-induced asthma by selenite: prevention of eosinophil infi ltration by inhibition of NF-kappa B activation. J Biol Chem 2002; 277: 17871-6.
  2. Rowe BH, Bretzlaff JA, Bourdon C, Bota GW, Camargo CAJ. Magnesium sulfate for treating exacerbations of acute asthma in the emergency department (Cochrane Review). In: The Cochrane Library, Issue l. 2004. Chichester, UK: John Wiley & Sons, Ltd.

À medida que os problemas respiratórios se agravam, a ansiedade e o estresse tendem a aumentar, colocando o paciente em um ciclo vicioso difícil de quebrar e fazendo com que a dificuldade de respirar seja cada vez maior, podendo causar problemas complementares como:

  • Dificuldade para dormir ou asma noturna, levando à fadiga constante
  • Incapacidade de praticar atividades físicas, levando ao sedentarismo
  • Dificuldade de concentração
  • Irritabilidade causada pela falta de sono
  • Desistência de algumas atividades sociais ou lúdicas por falta de energia
  • Falta de apetite
  • Sintomas de depressão

Devido fadiga e falta de energia, o indivíduo tende a tornar-se cada vez mais ansioso. A ansiedade, associada ao estresse e perda da qualidade de vida, pode conduzir a sintomas depressivos e ao isolamento social.

Administre esses sentimentos aprendendo formas de controlar a sua ansiedade. Fale com seu médico e estabeleça objetivos e alternativas para combater a ansiedade e o estresse de forma saudável e que não prejudique seu sistema respiratório.

Fontes
  1. WEB MD [acessado em junho de 2011]
  2. American Asthma Foundation [acessado em junho de 2011]
  3. Ashtma and Allergy Foundation of America [acessado em junho de 2011]
  4. Gupta K. B., Verma, M. (2007). Nutrition and Ashtma. Lung India 24:105-114.
Referências
  1. Jeong DW, Yoo NM, Kim TS, Kim JH, Kim IY. Protection of mice from allergen-induced asthma by selenite: prevention of eosinophil infi ltration by inhibition of NF-kappa B activation. J Biol Chem 2002; 277: 17871-6.
  2. Rowe BH, Bretzlaff JA, Bourdon C, Bota GW, Camargo CAJ. Magnesium sulfate for treating exacerbations of acute asthma in the emergency department (Cochrane Review). In: The Cochrane Library, Issue l. 2004. Chichester, UK: John Wiley & Sons, Ltd.

Cuidados Especiais

As infecções respiratórias podem agravar os sintomas de asma. Aprenda a evitar o contágio e saiba alguns cuidados que deve ter para ajudar a prevenir as crises.

Não fumar

Fumar é um dos fatores que agrava as crises de asma. Mesmo que não seja fumante, o fato de estar em ambientes fechados com fumaça de cigarro pode ocasionar uma crise de asma, já que é um dos fatores agravantes. Fale com o seu médico sobre possíveis formas de deixar de fumar.

Se for fumante, sabia que após 8 horas sem fumar os níveis de dióxido de carbono no seu organismo regressam ao normal e o nível de oxigênio aumenta?

Faça um esforço para desistir do hábito. Procure aconselhamento. Você notará melhorias imediatas na sua saúde, não só em relação à respiração mas também ao sistema cardiovascular.

Manter o seu peso ideal

As pessoas obesas são mais impactadas pelos sintomas da asma, portanto devem tentar manter uma dieta equilibrada, direcionada à perda de peso.

Cuidados:

  • Evite locais apertados, com grande circulação de pessoas, e mal ventilados
  • Proteja-se do frio e de mudanças das temperatura
  • Se for alérgico ao pelo de cães e gatos, evite contato com animais domésticos
  • Evite ter tapetes e carpetes em sua casa, pois acumulam pó e ácaros. Limpe regularmente o seu colchão com um aspirador
  • Limpe regularmente o pó de sua casa com um pano umedecido, evitando assim que o pó circule no ar enquanto faz a limpeza
  • Evite almofadas de penas ou cobertores com pelo
  • Quando há maior concentração de pólen no ar, como na primavera, evite deixar as janelas abertas e proteja-se nos dias de bastante vento
  • Proteja-se da exposição a fumaça de cigarro
  • Não escolha profissões que possam agravar as crises, como padeiro ou carpinteiro
  • Evite o estresse. Embora o estresse não cause asma, sem dúvida os dois estão interligados, sendo que o estresse dificulta o controle das crises
  • Mantenha um diário das suas crises de asma. Escreva detalhadamente o que desencadeou os sintomas, quando e em que circunstâncias. Esse diário vai ajudar você e seu médico a encontrarem estratégias de prevenção

Nutrição

Estudos comprovam que existe uma ligação entre a nutrição e as crises de asma, portanto devemos ter cuidado com aquilo que colocamos no prato. Alguns nutrientes são potencialmente benéficos enquanto outros podem funcionar como desencadeadores dos sintomas.

Alimentos benéficos

Cafeína: a cafeína funciona como broncodilatador, podendo revelar-se útil para melhorar os sintomas de falta de ar.

Antioxidantes: a toxicidade de oxidantes como o fumo do cigarro ou a poluição, ou proveniente de um processo inflamatório, normalmente é equilibrada através de uma resposta das nossas defesas endógenas antioxidantes. Esta depende da ingestão adequada de nutrientes com essas características. A asma está muitas vezes associada ao desequilíbrio entre os oxidantes e antioxidantes. A vitamina A, vitamina C, vitamina E e o selênio são fundamentais nesse processo.

  • Vitamina C: tem um reconhecido efeito anti-histamínico, que protege contra os oxidantes endógenos e exógenos. São fonte de vitamina C os frutos cítricos e os pimentes amarelos e vermelhos.
  • Vitamina E: tem efeitos imunomoduladores e constitui uma defesa contra os oxidantes. As fontes mais abundantes de vitamina E são os óleos vegetais como os de girassol, milho, soja e oliva. Outros alimentos ricos em vitamina E incluem nozes, semente de girassol, kiwi e gérmen de trigo, grãos integrais, peixe, leite de cabra e vegetais verdes folhosos.
  • Vitamina A: juntamente com betacarotenos, tem um efeito protetor para o asmático. Os derivados de retinol da vitamina A influenciam o desenvolvimento, manutenção, diferenciação e regeneração das células epiteliais dos pulmões. Tem também um papel central no desenvolvimento ou prevenção de doenças nas vias respiratórias. Alguns dos alimentos ricos em vitamina A são: sardinha, caju, abacate, espinafre, mamão, couve, abóbora, manga, óleo de fígado de bacalhau, cenoura e tomate.

Frutas e vegetais: muito embora ainda não exista evidência concreta, alguns estudos demonstraram que a ingestão desses alimentos ajuda a reduzir o catarro[1] e também pode ajudar na redução de outros sintomas associados à doença, quando comparado com a suplementação vitamínica através de comprimidos.1,2

Selênio: a insuficiência desse mineral no organismo pode induzir crises asmáticas. O selênio tem propriedades anti-inflamatórias e, quando atua em conjunto com a vitamina C, ativa o sistema imunológico associado aos sintomas da asma. Castanha do pará, castanha de caju, aveia, arroz integral, atum, frutos do mar, frango, brócolis, pepino, alho e cebola são alguns dos alimentos ricos em selênio.

Magnésio: tem propriedades broncodilatadoras, especialmente quando é suplementado intravenosamente. Age também como relaxante muscular e na estabilização celular, sendo por isso benéfico em pacientes com asma. Banana, abacate, figo seco, soja, espinafre, couve, granola, arroz integral, farinha de trigo integral, nozes e sementes, melaço, tofu, camarão e soja são algumas das mais conhecidas fontes deste mineral.

Como já vimos, existem algumas restrições nutritivas as quais você deve ter atenção para evitar agravar suas crises asmáticas.

As comidas demasiado processadas e os conservantes presentes em alguns alimentos podem desencadear ataques de asma em pessoas mais sensíveis a essas substâncias.

Fast-food: Esse tipo de alimentação tem sido associado, nos últimos anos, a um aumento do risco de asma nas crianças. Isso está relacionado com o fato desse tipo de refeição (pizzas, hambúrgueres, batatas fritas) comprometer o equilíbrio da pirâmide alimentar por não conterem vegetais, frutas e outros tipos de vitaminas essenciais à boa saúde do organismo. Além disso, as refeições do tipo fast-food contêm níveis elevados de gordura e conservantes, que podem ser prejudiciais a quem sofre da doença. Estudos demonstraram um aumento do risco de catarro em crianças cuja base alimentar era por de massas e pizzas.1

Gorduras trans e ômega 6: as gorduras provenientes das margarinas, molhos de saladas, frituras como os salgadinhos, alimentos industrializados e comidas demasiado processadas podem aumentar o risco de crises de asma. Os alimentos que contêm ômega 6 são os óleos de milho, soja ou girassol, e os ovos.

Conservantes: os sulfitos podem ser um fator desencadeante da asma para alguns pacientes. Eles podem ser encontrados em alimentos como frutos secos, vinho, cerveja e camarão.

Fontes
  1. WEB MD [acessado em junho de 2011]
  2. American Asthma Foundation [acessado em junho de 2011]
  3. Ashtma and Allergy Foundation of America [acessado em junho de 2011]
  4. Gupta K. B., Verma, M. (2007). Nutrition and Ashtma. Lung India 24:105-114.
Referências
  1. Jeong DW, Yoo NM, Kim TS, Kim JH, Kim IY. Protection of mice from allergen-induced asthma by selenite: prevention of eosinophil infi ltration by inhibition of NF-kappa B activation. J Biol Chem 2002; 277: 17871-6.
  2. Rowe BH, Bretzlaff JA, Bourdon C, Bota GW, Camargo CAJ. Magnesium sulfate for treating exacerbations of acute asthma in the emergency department (Cochrane Review). In: The Cochrane Library, Issue l. 2004. Chichester, UK: John Wiley & Sons, Ltd.

Exercício Físico

Ter asma não é motivo para não poder fazer atividade física e desfrutar dos seus benefícios. Algumas precauções são necessárias, no entanto, uma vez que a atividade física intensa pode desencadear os sintomas associados à doença.

Um dos objetivos a serem definidos juntamente com seu médico é a criação de um plano que lhe permita exercitar-se em segurança, melhorando a sua condição física e a sua saúde.

Faça aquecimento antes de começar qualquer tipo de atividade física e termine com alongamentos.

Não intensifique o exercício físico sem acompanhamento médico. Siga o plano indicado pelo seu médico e não tente atingir níveis que são demasiado elevados e extenuantes para você. O seu médico é seu melhor conselheiro.

Fontes
  1. WEB MD [acessado em junho de 2011]
  2. American Asthma Foundation [acessado em junho de 2011]
  3. Ashtma and Allergy Foundation of America [acessado em junho de 2011]
  4. Gupta K. B., Verma, M. (2007). Nutrition and Ashtma. Lung India 24:105-114.
Referências
  1. Jeong DW, Yoo NM, Kim TS, Kim JH, Kim IY. Protection of mice from allergen-induced asthma by selenite: prevention of eosinophil infi ltration by inhibition of NF-kappa B activation. J Biol Chem 2002; 277: 17871-6.
  2. Rowe BH, Bretzlaff JA, Bourdon C, Bota GW, Camargo CAJ. Magnesium sulfate for treating exacerbations of acute asthma in the emergency department (Cochrane Review). In: The Cochrane Library, Issue l. 2004. Chichester, UK: John Wiley & Sons, Ltd.

Os asmáticos toleram melhor atividades que impliquem períodos curtos e intermitentes de exercício, tais como o vôlei, a ginástica, bem como ciclismo, ginástica aeróbica ou caminhadas.

O mesmo já não acontece com esportes como futebol, corrida de longa distância, basquete, futsal ou ainda atividades que impliquem contato com tempo muito frio.

A natação, como geralmente é praticada em um ambiente úmido e quente, é ideal para os asmáticos, assim como para qualquer esportista em geral.

O ideal para qualquer pessoa, independente de ter asma, é exercitar-se durante 30 minutos, pelo menos 5 vezes por semana. Fale com o seu médico e personalize seu plano de atividade física, adaptando-o à sua condição.

Antes de qualquer exercício, utilize sempre o seu inalador. Evite locais frios e ao ar livre, devido ao pólen. Não se exercite se estiver resfriado e se tiver um ataque de asma, pare imediatamente. Utilize o seu inalador e, caso se sinta melhor, retome a atividade. Em caso de nova recaída, não continue mais e consulte um médico.

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